Oficinas

OFICINA 01 – Laboratório das Memórias e das Práticas Cotidianas-LABOME: arquivos orais e audiovisuais.

Dias 18 e 19/11/2020 – 10h30 às 12h30

Limite de participantes: 25 pessoas

Ementa
Wellingta Vasconcelos Frota – Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA

Vicente de Paulo Sousa – Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA

– Arquivo, acervo, documentos e patrimônio são geralmente categorias imaginadas como pertencendo a uma espécie de algo palpável, que possa também idealizar algum tipo de ostentação histórica, fenomenal, heroica. Dessa forma, ficam de fora as narrativas, experiências individuais e coletivas de um povo e suas práticas culturais, subjetividades e formas de fazer e viver. Pensando nisso, é que o Laboratório das Memórias e das Práticas Cotidianas-LABOME surgiu com a proposta de trabalhar priorizando também essas experiências e narrativas, vendo-as como artefatos patrimoniais de um grupo, cidade, bairro, enfim, um povo. Além do acervo documental já conhecido, o laboratório trabalha também com o audiovisual e a fotografia como mecanismo de pesquisa e experiência na construção de relações entre pesquisados e pesquisadores, ajudando a contar histórias, vivências e formas de se relacionar com a cidade, sobretudo, a periferia, que geralmente é deixada de lado nas narrativas sobre o urbano enquanto patrimônio adquirido e preservado.
Existe no LABOME uma reciprocidade de interesses entre pesquisadores cadastrados e o Laboratório, no sentido de constituir seu acervo permanente. Para isso, o LABOME apoia projetos de pesquisa de professores/pesquisadores, juntamente com os bolsistas de iniciação científica que, por sua vez, deverão cadastrar seus projetos de pesquisa e conseguir a autorização por escrito de suas
entrevistas e imagens para compor o acervo permanente do Arquivo. Funciona desde 2003 visando criar na Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA uma política de arquivo voltada para o apoio à pesquisa, ensino e extensão. Atualmente o LABOME tem um acervo digital e impresso de entrevistas, transcritas e revisadas, tudo catalogado para servir de suporte para pesquisas de temas variados. Vale
destacar que todas as entrevistas têm a autorização dos respectivos depoentes assinada através da Carta de Cessão de Direitos, como forma de resguardar pesquisadores e pesquisados conforme orienta o Artigo 5º da Constituição Federal.
O LABOME trabalha também com acervos de imagens em vídeo e fotografias.

Objetivo
Expor as atividades de catalogação, armazenamento, cuidado e aquisição dos acervos orais e audiovisuais do LABOME. Metodologia Apresentação de slides expondo as dinâmicas de pesquisas, bem como a rotina das tarefas cotidianas de bolsistas e pesquisadores do LABOME na construção do acervo oral e audiovisual, não descartando também o uso de uma bibliografia que fundamenta a proposta do
referido laboratório. Nesse sentido, as experiências do Laboratório das Memórias e das Práticas Cotidianas – LABOME nos servirão de apoio para trabalhar essa metodologia de forma mais acurada, visto que, o referido laboratório é um arquivo público de documentos especiais vinculado ao curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual Vale do Acaraú – da UVA, mas está a serviço de toda a comunidade acadêmica que deseje consultar seu acervo.

Bibliografia
ALBERTI, Verena. História oral: a experiência do CPDOC. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1990.
FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína. Usos e Abusos da História Oral. 8ª ed., Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006

OFICINA 02 – Oficina de podcasts: da ideia à produção independente

Dias 18, 19 e 20/11/2020 – 10h30 às 12h30

Limite de participantes: 10 pessoas

Ementa

Brenno Demarchi – UFSC
Wesley Vaz Oliveira – UFMG

A oficina tem como objetivo geral proporcionar aos participantes uma introdução a respeito dos processos de produção de podcasts, a partir das discussões sobre essa mídia, horizontes de atuação e elaboração de conteúdos e seu uso criativo como uma possibilidade de compartilhar saberes e práticas diversas com poucos conhecimentos prévios e/ou recursos tecnológicos.

Metodologia: Serão três encontros com duração de até 2 horas, em que a primeira parte será expositiva e a segunda será dedicada para repassar os exercícios práticos do próximo encontro e também para que os/as participantes possam tirar dúvidas e conversar a respeito
das suas propostas. Como forma de avaliação, será proposto uma conversa sobre as expectativas e considerações finais sobre a participação na oficina.

Primeiro encontro:

* Apresentação dos participantes;
* Conversa sobre a indústria criativa, culturas híbridas e diluição de fronteiras;
* Debate sobre o contexto de produção de podcasts no Brasil: história e possibilidades;
* Apresentação de possíveis formatos de podcast com exemplos já existentes;
* Elementos visuais e sonoros de um podcast (capa, descrição, músicas e efeitos sonoros etc.);
* Exercício para elaborar a identidade do podcast (tema, duração, imagem de capa e do episódio, identidade sonora).

Segundo encontro:

* Conversar sobre a feitura do exercício do último encontro;
* Continuar o debate sobre o contexto de produção de podcasts no Brasil;
* Os tipos de roteiro ou pauta: – Apresentar a proposta de exemplo episódio: “As transformações no rap brasileiro”
* Como fazer uma pesquisa para roteiro – Técnicas de pesquisa e escrita de roteiro; – Contextualizar a produção da produção musical
nas periferias;
* Preparativos para a gravação – Formatos e propriedades de áudio; – Tipos de equipamento de gravação; – Acessórios de gravação;
* Exercício para elaborar a pesquisa, o roteiro/pauta e gravar o episódio.

Terceiro encontro:

*Conversar sobre a feitura do exercício do último encontro;
* Técnicas de edição de áudio: mixagem e masterização – Procurar e baixar os elementos sonoros mencionados no roteiro (músicas, efeitos sonoros, trechos de entrevistas etc.); – Criar o projeto, inserir os arquivos e montar a sequência; – Mixar as trilhas de áudio; – Fazer a masterização e exportar/renderizar o áudio;
* Publicar episódio – Fazer login no serviço de hospedagem de áudio; – Criar novo episódio, fazer upload, inserir descrição e confirmar publicação;
* Exercício para editar e publicar o episódio.

OFICINA 03 – Universo de si: corpo vibrando sons e imagens

Dias 18 e 19/11/2020 – 10h30 às 12h30

Limite de participantes: 20 pessoas

Ementa

Yvana K N C Crizanto – USP

O som e a imagem, e suas transitoriedades, integram o ser humano como dispositivos de constituição da identidade. Em uma sociedade que convive com a desenfreada, e cada vez mais disponíveis, diversas plataformas web móveis e multifuncionais. Diante dessas possibilidades, propõe-se uma reflexão sobre como o ser contemporâneo, em uma rede cada vez mais conectada e interativa, se relaciona, gera e interpreta as imagens e vozes circulantes em grande velocidade na rede. Entre selfies, voice messages e o digital marketing, como este homem se
enxerga nessa sociedade, a partir da avalanche de imagens e sons – seja em materialidade ou no silêncio, ou de olhos fechados – como vê a si mesmo. A cultura de cada pessoa diante da urbanização e uso da tecnologia em suas relações, a contemporaneidade tem sido marcada por intensos processos de hibridização, misturas de materiais e meios em sobreposição crescente permite construir uma identidade que é repassada aos outros como “esse sou eu”, e por outra via, ela faz uma leitura, decodifica mensagens que esses outros enviam em termos de
identidade. “Amplitude uma terceira dimensão do som pela ilusão da perspectiva”.
“Timbre a cor do som”. “O som corta o silêncio (morte) com sua vida vibrante”. “O silêncio é de ouro”! As ideias são de Schafer (1991), em Ouvido Pensante, inspirações para etapa atual da nossa experimentação sensorial com o universo da identidade de cada um. Trata-se da fase de reconhecimento de si mesmo e do outro, por meio de dinâmicas de contato, de gravações de áudio e experimentações de imagem. Cantar e ouvir a si mesmo, se auto-fotografar, relatar experiências e impactos na própria perspectiva. Para esta fase foram previstos: dinâmicas de
apresentação, diálogo sobre “Paisagem Sonora” e “A fotografia como revelação de si mesmo (Autorretrato)”, dinâmicas sobre “Luz”, “A voz executa o trabalho do Ser Humano – Diagnóstico de tipos de vozes”, “Cantar com voz, corpo e alma”, exercícios de respiração diafragmática. De prática individual houve gravações de paisagens sonoras e do próprio canto, e produção de autorretrato. Quando falamos de particularidades de luz e som vieram palavras como natureza, nascimento, escuridão, silêncio, cor. A oficina pretende promover essa construção: uma viagem em busca das possibilidades expressivas que habitam a identidade entre a imagem e o som, com técnicas de comunicação, fotografia e canto.

OFICINA 04 – Isola-mentes Com_pulsives in Casa: Corpografias, Memóriais e a Cultura Digital

Dias 18 e 19/11/2020 – 10h30 às 12h30

Limite de participntes: 25 pessoas

Ementa

Rosilene da Conceição Cordeiro – SEMEC/ SEDUC

O trabalho consta de [a]presentar vivencias de uma casa utilizada como residencia artistica da atriz/performer, que estuda memoria cultura em relação a performance, no ambito do isolamento social compusivo por 'força' do coronavirus/covid 19. Compartilharemos performances fotograficas entendidas/conceituadas como corpografias memoriais (cordeiro 2018) refletindo como a artista desenvolve seu
trabalho de-formativo/invasivo/interventivo em dialogo com o conteto sanitário e a cidade entre seus diferentes atores sociais; convidando os participantes a brincarem de ‘ser’ e ‘mostra-se fazendo’ em momentos de registros pessoais. A proposta se move por um encontro em que os temas fotografia/artes cenicas/e redes sociais serão explorados de forma lúdica na relação corpo/memoria/performance/cultura contemporanea amazonica percorrendo conceitos tais como performances cotidianas (chechner 2003) nas rotinas desta casa periferica na cidade de belém-pa, o que a atriz vem nominando corpografias memoriais (cordeiro 2016; 2018), corpomidia (grainer 2005) e cultura (hall 2005).

OFICINA 05 – Instrumentos teóricos e tecnológicos para Filmes Etnográficos

Dias 18, 19 e 20/11/2020 – 10h30 às 12h30

Limite de participantes: 20 pessoas

Ementa

MINICURSO

Glauco Machado e Coletivo Pé de Figo

Na produção de filmes etnográficos se faz necessário conhecimentos a respeito de fundamentos teóricos e instrumentos tecnológicos. Pensando nisso, esse minicurso fornecerá um deslocamento entre fatos, princípios da Antropologia Visual e experiências de como utilizar determinados equipamentos para produção audiovisual. Além disso, comentará sobre interfaces digitais de manipulação de som e imagem.

OFICINA 06 – CRIANDO DOCUMENTÁRIOS POSSÍVEIS

Dias 18, 19 e 20/11/2020 – 10h30 às 12h30

Limite de participantes: 15 pessoas

Ementa

Lorenna Montenegro – roteirista, jornalista cultural, integrante do Coletivo Elviras de Críticas de Cinema

A oficina busca historiografar e dar ferramentas para que os participantes possam experimentar e elaborar audiovisualmente narrativas do gênero documental, que com o passar das décadas subverteu essa convenção e hoje é uma forma própria de arte – o cinema documentário. Abordar as diferentes vertentes, linguagens e estilos, partindo de exemplificações, além de fornecer diretrizes do “Cinema do Possível” para a construção narrativa e estética de filmes documentais dentro dessa perspectiva. Exercícios práticos serão aplicados, além do compartilhamento de técnicas de entrevista e de dinâmicas sobre a construção de ideias e personagens.

 

Dia 1: a linguagem documental no cinema

– Dziga Vertov e o manifesto da “câmera olho”: a construção dramática de significados e possibilidades do real;

– Construtivismo e teoria do filme; O que é documentário segundo a escola inglesa, por John Grierson;

– Jean Rouch, o cine-transe e o etnodocumentário;

– Humberto Mauro, pedagogia e o nacionalismo;

– A importância de “Aruanda”, de Linduarte Noronha;

– Robert Drew, D.A. Pennebaker e o naturalismo Norte-americano no testemunho ocular (e espontâneo) da história.

– A transposição da realidade vs a narrativa cinematográfica ou como o documentário jornalístico não é cinema;

– Michael Moore e o produto documental como arma política;

– A videoarte que retroalimenta o documentário; as poéticas de Maya Deren, Jonas Mekas, Bill Viola, Kenneth Anger, Bambozzi, Carlos Nader.

– Técnicas de entrevistas – de Maysles a Coutinho;

 

Dia 2 – Materialidade da pesquisa cinematográfica

Criar uma espécie de dossiê com as informações coletadas pela pesquisa que cada grupo fez no dia anterior.

1 – Fazer um story line da sua proposta: conte a sua história em 5 linhas, como começa? Qual é o tema? qual é a pergunta central? Como termina? Quais são os personagens envolvidos?

2 – Um resumo das pré- entrevistas com possíveis personagens

3 – Trazer exemplos de materiais de arquivo. Pode ser matéria de jornal, fotos e vídeos caseiros.

4 – Referências estéticas e formatos. A partir do texto acima, defina como você contará a sua história, qual o tipo de documentário você quer fazer? Para contribuir em sua reflexão, junte algumas referências estéticas como imagens, filmes, músicas etc.

5 – Determinem uma função para cada integrante do grupo. Não vale acumular todos os afazeres numa pessoa apenas. São todos parte de uma equipe de audiovisual.

 

Dia 3 – Dinâmica

-> Exercício FINAL de originação – redigir um storyline com tema e conflito para o documentário que se pretende desenvolver; gravar um enxerto de até 5 minutos, editar e exibir.