Grupos de Trabalho – GTs

INFORMAÇÃO PARA PARTICIPAÇÃO COMO OUVINTES NOS GTS

É permitida a participação de ouvintes nos Grupos de Trabalho, para isso você deve estar inscrito no evento e solicitar autorização prévia, entrando em contato diretamente com o/a coordenador/a do GT escolhido, via e-mail, até dia 16/11/2020.

INFORMAÇÕES AOS AUTORES E AUTORAS

Para o IV EAVAAM, tendo em vista todas as dificuldades que esta pandemia nos impõe, inclusive para de produção intelectual, faremos um formato um pouco diferente em relação à entrega dos artigos completos:

  • As autoras e os autores que tiveram resumos aprovados, poderão participar de seus respectivos GTs, inclusive com exposição oral, apenas com seu resumo (caso seu artigo completo não esteja pronto) desde que avisem com antecedência aos coordenadores e tenha efetivado sua inscrição no evento. Acreditamos que o debate, a interação e a exposição dos trabalhos devem ser incentivados.

FORMATAÇÃO DOS TRABALHOS COMPLETOS

ARTIGOS

1. Os textos serão aceitos exclusivamente em arquivos eletrônicos formato PDF e DOC (WORD) e deverão ser enviados diretamente aos coordenadores do GT;

2. Configuração das páginas e do corpo do texto:

a) Margens: superior 2,5 cm, inferior 2,5 cm, esquerda 3 cm, direita 3 cm;

b) Fonte: Times New Roman, corpo 12;

c) Espaçamento entre linhas: 1,5;

d) Alinhamento: justificado;

e) Recomenda-se textos entre 8 e 20 páginas, incluindo bibliografia, figuras, fotografias, imagens, etc.

3. Os textos não deverão ter folha de rosto separada; todas as páginas terão número sequencial no canto inferior direito;

4. Imagens, tabelas e gráficos deverão aparecer no corpo do texto de forma legível e numerados.

5. Identificação do autor e do trabalho:

a) O trabalho deverá informar na parte superior antecedente ao texto: Título do trabalho centralizado em negrito, com inserção de nota de rodapé após o título do trabalho contendo a informação: “Trabalho apresentado no IV Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica, realizado entre os dias 17 e 20 de novembro de 2020, UFPA/Belém/PA”.

a. Nome completo dx(s) autor(xs), sendo um por linha, com alinhamento pela margem direita, seguido de filiação institucional (SIGLA da Instituição/Estado ou País);

b. Resumo ou Abstract com máximo de 1500 caracteres, incluídos espaços;

c. Três a cinco palavras-chave;

PÔSTERES – APRESENTAÇÃO

1. Os textos serão aceitos exclusivamente em arquivos eletrônicos formato PDF e DOC (WORD) e deverão ser enviados diretamente aos coordenadores do GT

2. O texto terá uma lauda apenas seguindo a formatação:

a) Margens: superior 2,5 cm, inferior 2,5 cm, esquerda 3 cm, direita 3 cm; Fonte: Times New Roman, corpo 12; Espaçamento entre linhas: 1,5; Alinhamento: justificado;

b) Deverá ser escrito em fonte simples e de fácil leitura, pois o texto do painel deve ser legível a uma distância de pelo menos dois metros; Na composição do painel sugere-se sejam empregadas combinações de cores que permitam um bom contraste (ex. preto sobre branco; verde sobre branco; azul sobre branco…);

c) É permitida a utilização de figuras, fotos, tabelas, gráficos e esquemas possíveis, além do texto de comunicação;

3. Identificação do autor e do trabalho:

a) O trabalho deverá informar antes na parte superior antecedente ao texto: Título do trabalho centralizado, com inserção de nota de rodapé após o título do trabalho contendo a informação: “Trabalho apresentado no IV Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica, realizado entre os dias 17 e 20 de novembro de 2020, UFPA/Belém/PA”.

b) Nome completo dx(s) autor(xs), sendo um por linha, com alinhamento pela margem direita, seguido de filiação institucional (SIGLA da Instituição/Estado ou País);

Grupos de Trabalho Aprovados

GT01 – ANTROPIZAÇÃO E CRISE EM NARRATIVAS IMAGÉTICAS

Daniel dos Santos Fernandes (UEPA/COLINS) – dasafe@msn.com

Laura Neila Costa da Silva (UFPA/COLINS)

Este GT pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre antropização e crise, a partir do entendimento que crise é uma mudança brusca ou uma alteração importante no processo de construção de qualquer evento ou acontecimento social. Levando em consideração os fluxos e contrafluxos de narrativas imagéticas, ações do homem e momentos de crises em vários matizes, vislumbra-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um fazer etnográfico, mas também o desafio enfrentado por pesquisadores em escrever textos científicos utilizando narrativas imagéticas e escritas. Trata-se de debater as narrativas imagéticas como objeto das Humanidades, focando: 1) as articulações entre narrativas, imagem, escrita e memória; 2) as representações e interpretações que as narrativas imagéticas nos propõem sobre os mais diversos temas, como a relação natureza/antropização, humano/não-humano etc; 3) as condições sociais de produção, circulação e recepção dessas narrativas em seus mais diferentes formatos e gêneros, considerando as diversas categorias que estruturam campos científicos com perspectiva antropológica. Enfim, debateremos as potencialidades do olhar antropológico dirigido ao cotidiano em momento de crise, do diálogo entre as narrativas imagéticas e as narrativas escritas de cunho antropológicas e das etnografias nos diversos espaços socioculturais.

18/11 – 8h30 às 10h30

01. Da ponte ao rio: a tradução entre texto e imagens na narrativa etnográfica
José Guilherme dos Santos Fernandes (UFPA), Adna Maely dos Santos Oliveira (UFPA) e Deborah de Brito Pereira (UFPA)

02. Humanos e não humanos: para um debate acerca das relações entre afetados pelo crime desastre da Samarco e o rio Doce a partir de materiais textuais e imagéticos.
Giovana Martins Araújo (UFES/ES)

03. Narrativas e ressignificações de trabalhadores portuários da cidade de Manaus -AM, no período pandêmico de COVID 19
Caroline do Socorro Silvestre Oliveira (COLINS/UFPA),
Erlan José Gatinho (COLINS/UFPA) e
Luciene de Nazaré Ribeiro (COLINS/UFPA)

GT02 – A ETNOFOTOGRAFIA EM EXPERIÊNCIAS E REPRESENTAÇÕES ALIMENTARES NA AMAZÔNIA

Miguel de Nazaré Brito Picanço (UNISINOS) – micanbri2013@gmail.com

Carlos Dias Júnior (UFPA)

Monitoria: Carla Pérola

As práticas alimentares têm sofrido mudanças significativas graças aos processos de internacionalização e padronização da vida. Essas mudanças têm impactando significativamente nos processos de sociabilidade das pessoas. Nesse aspecto podemos apontar: a ampliação da produção mundial de alimentos e consequentemente do repertório alimentar disponível no mercado mundial, o aumento do consumo de alimentos industrializados, tanto no âmbito da casa, quanto fora dela e o deslocamento do ato de preparar a comida, do campo doméstico para a cadeia produtiva. Essas mudanças configuram um novo cenário frente às questões alimentares, desencadeando novos hábitos, novas preferências e novos repertórios alimentares, o que tem culminado com o apagamento e ou a substituição gradativa de algumas práticas relacionadas à comida, que historicamente marcavam e definiam grupos e pessoas. Nesse contexto, O GT propõe trabalhar com representações imagéticas da alimentação (etnofotografia) pelo viés da identidade dos sujeitos que povoam a Amazônia em geral e particularmente a Amazônia brasileira, cujas escolhas alimentares funcionam como linguagem de suas identidades e marcador de suas diferenças étnicas e sociais, refletidas ora nos seus modos de saber fazer as coisas da vida, ora em suas maneiras de comer. Assim, pretendemos discutir a observação etnográfica por meio da fotografia sobre as experiências de sociabilidades mediadas pela comida amazônica no âmbito dos recursos políticos de resistência e afirmação, frente a outros repertórios alimentares, tratando-se, assim, de experiências e comidas que perduram, mesmo em tempos e contextos que tendem a padronizar a vida, inclusive os costumes alimentares. Aqui pretende-se agregar trabalhos que discutam essas representações fotográficas e os diversos alcances da comida amazônica como objeto de estudo da Antropologia, da Sociologia, da Arqueologia, da História etc. Assim, os trabalhos devem versar sobre as complexas relações em torno das representações de campo alimentar nos contextos da Amazônia, sejam de caráter biológico, ecológico, econômico, social, político, religioso ou patrimonial.

18/11 – 8h30 às 10h3018/11 – 8h30 às 10h30

1. Performando intimidade mais-que-humana: a prática de cultivo e processamento da mandioca na comunidade quilombola Espírito Santo do Itá.
Gabriel Graton Roman (UiO/Noruega)

2. Na roça, na casa do forno e na escola: Ensinando e aprendendo a saber fazer as coisas e/ou derivados da mandioca, na comunidade de Araí.
Carlos Demétrio Picanco Silva – SEDUC-PA

3. OS PROCESSOS E O CONSUMO DA FARINHA NA LOCALIDADE DE BOM JARDIM – PA
Prof. Dr. Carlos Dias Jr. (UFPA),
Vera Lúcia de Lima (UFPA) e
Thiago Junior Pompeu Miranda (UFPA)

4. Comunic-Ação Criativa com as Matrizes Alimentares da Cultura Amazônica
Déa Santos Melo

5. As relações sociais nos espaços da cerveja artesanal
Damaris Bertuzzi ( PPGCS – Unisinos)

6. Alfabetização à mesa: aprendendo com sabor
Miguel de Nazaré Brito Picanço (Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS)

GT03 – ANTROPOLOGIA, COMUNICAÇÃO E ETNOGRAFIA SENSORIAL

Marina de Castro (UFPA) – mrndecastro@gmail.com

Fabio F Castro (UFPA)

Célia Regina Amorim (FACOM/PPGCOM)

A concepção de uma etnografia sensorial surge no contexto do debate sobre reflexividade no campo, especificamente sobre a natureza reflexiva da etnografia incidente no pesquisador. Desta maneira a etnografia sensorial implicaria um aporte da contribuição dada pelas teorias da percepção sensorial (PINK, 2010, Howes, Laplantine, Le Breton) para a construção do trabalho no/do/sobre o campo. Dialogando com a percepção e a reflexividade dos sentidos, a etnografia sensorial tem sido um campo aberto para o diálogo entre a Antropologia, a Comunicação e a produção das imagens. Espera-se que este GT reúna trabalhos que dialoguem com essas disciplinas e/ou reflitam sobre a sensorialidade no campo do audiovisual antropológico.

Encontro I – 18/11 – 8h30 às 10h30

1. O LUGAR DO ARQUIVO: lógica de endereçamento do desejo de justiça e perdão por pessoas deslocadas compulsoriamente pela UHE-Tucuruí
Jorge Augusto Santos das Mercês (NAEA/UFPA)

2. O valor simbólico da imagem pública de duas prefeitas de São Paulo
Deborah Ramos da Silva (UNIP)

3. Movimento e Imagem: etnografia sobre identificações em um contexto de conflito territorial
Malenna Clier Ferreira Farias (PPGA/UFPA) e
Luciana Gonçalves de Carvalho (PPGSA/UFPA)

4. Manifestações políticas e fotografia: Um estudo etnográfico das passeatas do Movimento “Ele Não” em Belém e São Paulo.
Raoni Lourenço Arraes (Universidade de Coimbra) e
Cícero de Oliveira Pedrosa Neto (PPGSA/UFPA)

5. RITUAIS DO CINECLUBISMO EM BELÉM: um estudo de ação simbólica
Gabriela Laroca Araújo (UFPA) e
Fábio Fonseca de Castro (UFPA)

 

Encontro II – 19/11 – 8h30 às 10h30

1. Espaços poéticos memoriais, pequenos e cotidianos: etnografia de rua na cidade imaginária
Wendell Marcel Alves da Costa (USP)

2. Imagicidade: o papel da fotografia na construção de identidades coletivas e sua influência para a imagem de Belém do Pará
Juliane Oliveira Santa Brígida (PPGCOM/UFPA)

3. O som das marcantes: conexões afetivas existentes entre a música brega paraense e seus ouvintes
Igor Blendon de Souza Costeira (PPGCOM/UFPA), Marina Ramos Neves de Castro (PPGCOM/UFPA) e Fábio Fonseca de Castro (NAEA/PPGCOM/UFPA)

4. A Construção Imagética no trabalho da fotógrafa Walda Marques
Marina Ramos Neves de Castro (PPGCOM/UFPA),
Amanda Negrão Dias (FALEM/UFPA),
Carlos Jordan Navegantes dos Santos (FACOM/UFPA) e
Lucas dos Anjos Vieira (FACOM/UFPA)

5. Sobre a comunicação territorial à movimentação temporal na feira do Guamá, Belém – PA
Fábio Rodrigo de Moraes Xavier (PPGCOM/UFPA) e Marina Ramos Neves de Castro (PPGCOM/UFPA)

 

Encontro III – 20/11 – 8h30 às 10h30

 1. Corpo-máquina (fotográfica) e Covid-19: interseções antropológicas
Geissy dos Reis Ferreira de Oliveira (UFPB)

2. Encarnando no campo: a sensorialidade como vetor e suas repercussões para o ofício etnográfico e pesquisa antropológica.
Laura Carolina Vieira (UFPA)

3. Sobre a sinestesia e a sensorialidade naexperiência de campo e na escrita etnográfica
Renato Albuquerque de Oliveira (FFLCH/USP/SP)

4. Sensações, percepções e pesquisa em Almofala: o visível não é todo o real
Janaína Ferreira Fernandes (UnB)

5. A antropologia do cartão postal. Arquivo e memória do cartão postal paraense do Ciclo da Borracha
Fábio Fonseca de Castro (PPGCOM/NAEA/UFPA)

6. Consumo e cultura material nos processos de identificação produzidos na Feira do Guamá, Belém-Pará
Marina Ramos Neves de Castro (PPGCOM/UFPA)

GT04 – ETNOGRAFIAS URBANAS E VISUAIS: POSSIBILIDADES, DIÁLOGOS E CONTINUIDADES

Jesus Marmanillo Pereira (LAEPCI-UFMA) – jesusmarmanillo@hotmail.com

Cornelia Eckert (NAVISUAL-UFRGS)

Luciano Magnus de Araújo (NAIMI-UNIFAP)

O presente GT visa refletir sobre a relação cidade – imagem, explorando-a e problematizando-a no âmbito das experiências na vida cotidiana, em especial as etnografias no contexto citadino que elaboram narrativas imagéticas que tratam da vida a partir das memórias, das mídias, das imaginações e performances. Um cotidiano urbano marcado de estratégias e reinvenções que importam ser consideradas a partir de interpretações teórico-metodológicas. A própria crise do mundo contemporâneo, em especial esses tempos de pandemia devido o Covid 19, merece toda nossa atenção de pesquisa social. Além das pesquisas em andamento antes da crise, e que eventualmente tiverem que ser interrompidas, objetivamos conhecer trabalhos caracterizados pela dificuldade de acesso ao campo de pesquisa tradicional nas áreas da antropologia e sociologia urbana em seus esforços de (des)continuar. Seguindo as linhas anteriores, serão considerados pontos norteadores como: o acesso à cidade, as (auto) representações de determinados grupos, a relação indivíduo-sociedade, a visibilização, a invisibilização social, a exclusão/inclusão e acesso `as tecnologias de interação, comunicação e mediação da experiência urbana e as relações de poder.

O GT visa fomentar um debate sobre as experiências que se valham das contribuições da antropologia visual e que reflitam sobre os cotidianos urbanos. Convidamos a todas e todos que realizam pesquisa com imagens nas cidades ou pesquisam as cidades a partir das imagens, antes ou durante a Pandemia, que busquem nosso GT para apresentar estas experiências de pesquisa.

 

Encontro I – 18/11 – 8h30 às 10h30

1. ENTRE A CULTURA POPULAR E A ARTE URBANA: A cidade de São Caetano de Odivelas-Pará nos murais contemporâneos de And Santos e Adriano DK
Priscilla Brito Cosme (UFPA)

2. MISTRAL E A ANATOMIA DO COTIDIANO
Adan Bruno Costa da Silva (UNAMA)

3. Bloco de Carnaval Se Benze que Dá e suas relações de sociabilidade na favela da Maré (Rio de Janeiro)
Fábio Gama Soares Evangelista (UERJ)

4. Religião Afro e a Cidade: Uma perspectiva de unidade e fragmentação
Larissa Ariane Lima (UFMA/MARANHÃO/BRASIL)

5. A festa do caboclo Truvezeiro
Lucas Barreto de Souza (UFBA)

 

Encontro II – 19/11 – 8h30 às 10h30

1. A cultura do medo a partir de modelos arquitetônicos de imóveis em Mossoró-RN
Ângelo Gabriel Medeiros de Freitas Sousa (UERN) e
Raoni Borges Barbosa (UERN)

2. O Posar fotogênico das Erveiras em Belém do Pará: estratégia e autoestima para as feirantes do Ver-o-Peso
Laura Carolina Vieira (UFPA)

3. A Imagem entre ruas, barracas, gente, casarões e prédios: o local de descobertas poéticas de um processo de parar, olhar, ver e registrar
Samir Damasceno (UNAMA/PARÁ/BRASIL)

4. A Poética na Rua: etnografia de performances na Praça do Ferreira, Fortaleza, Ceará
Cristina Maria do Vale Marques (UECE) e
Kadma Marques Rodrigues (UECE)

5. Cultura emotiva em Pequenas Cidades: reflexões sobre confiança no cotidiano urbano em Caraúbas-RN
Winnie Alves de Souza (UERN, RIO GRANDE DO NORTE/BRASIL)

 

Encontro III – 20/11 – 8h30 às 10h30

1. (Re) Significados de usos patrimoniais por antigos passageiros de uma antiga estação da estrada de ferro Belém-Bragança (1909-1964)
Lais Gabrielle de Lima Rabelo (FGV/PARÁ/BRASIL)

2. Etnografia do confinamento: um caminhar pelas ruas não tão alegres durante a Pandemia
Gabriel Sager(UFRGS/ RIO GRANDE DO SUL/BRASIL)
Cornelia Eckert(UFRGS/ RIO GRANDE DO SUL/BRASIL)

3. O urbano em tempos de pandemia: diálogos contemporâneos
Arielson do Carmo (UFPEL/ RIO GRANDE DO SUL/BRASIL)

4. Entre sons e trajetos: reapropriações da cidade pela baixada belenense no contexto da pandemia”
Victória Costa (UFPA/PARÁ/BRASIL)

GT05 – A ÉTICA NA PRODUÇÃO E NA CIRCULAÇÃO DE IMAGENS EM PESQUISAS ETNOGRÁFICAS

Alexsânder Nakaóka Elias (Unicamp) – alexdefabri@yahoo.com.br

Daniele Borges Bezerra (UFPel)

O presente GT busca refletir sobre os possíveis usos e potencialidades heurísticas, epistemológicas e teórico-metodológicas que envolvem a produção e o agenciamento de imagens nas investigações etnográficas, a partir de um eixo central, concernente ao amplo espectro de questões éticas relacionadas à produção audiovisual nas pesquisas de campo. Tais indagações perpassam todas as etapas do processo de pesquisa, sejam as fases de negociação para a inserção em campo; a investigação propriamente, isto é, as maneiras como tais conteúdos são produzidos; as formas de divulgação dos resultados; assim como os modos de restituição e devolutiva, que buscam responder pergunta: “Como devolver uma imagem”? (Didi-Huberman, 2017; Elias, 2018). Nesse sentido, nos parece imprescindível considerar a necessidade da realização de uma antropologia compartilhada e colaborativa, seguindo os moldes rouchianos, na qual os interlocutores (as) não são pensados (as) como meros objetos de pesquisa, mas como elementos-chave em um processo relacional no qual se estabelecem trocas intersubjetivas com os (as) pesquisadores (as). As imagens serão aqui tomadas como “modos de conhecimento e pensamento” (Samain, 2012), mas que não deixam de se constituir como “capturas”, pontos de vista que nos remetem à própria dimensão ética envolvida nesses processos, o que nem sempre é pensado com a profundidade necessária. Pois, se considerarmos a “ressonância” das imagens (Bezerra, 2019), ou seja, o fato de que elas preservam um vínculo com o seu referente, que continua reverberando no tempo a partir de sua circulação, faz-se necessário perscrutar as múltiplas vidas da imagem e as suas consequentes e múltiplas apropriações.

É fundamental, portanto, refletirmos sobre uma “sensibilidade ética” (Diniz, 2008) relacionada à produção, apropriação e agenciamento de imagens nas investigações em Ciências Humanas. Ética que esteja, portanto, engajada (articulada) às sensibilidades especificas de cada contexto, como parte constituinte do processo dialógico estabelecido em campo.

Ademais, seria impossível ignorar o atual contexto de exceção por nós vivido, no qual, devido à pandemia da Covid-19, nos vemos forçados a alterar nossas formas de interação, impelidos pela necessidade de distanciamento social. No limite, a crise sanitária deflagrada globalmente, extremada em sua dimensão política particularmente no Brasil, nos faz indagar sobre outras formas de dar seguimento aos trabalhos de campo, que envolvam os mais variados usos e apropriações das imagens.

Dessa forma, aceitaremos trabalhos fruto de investigações já finalizadas, além de contribuições oriundas de pesquisas em seus variados estágios de desenvolvimento, perpassadas ou não pelas intempéries e desafios da pandemia, a partir de reflexões que abordem questões éticas relacionadas à produção, circulação e restituição de material imagético.

18/11 – 8h30 às 10h30

1. Fotografia como dádiva: circulação e compartilhamento de imagens como forma de comunicação entre pessoas.
Marcus Vinícius Nascimento Negrão (UFPel) e
Rafael da Silva Noleto (UFPel)

2. A quem pertence a imagem? Implicações éticas sobre o uso da fotografia em trabalhos científicos.
Waldson de Souza Costa (UFBA)

3. A antropoética do desenho como a arte de estar nas imediações do ser.
Tanize Machado Garcia (PPGAnt/UFPel) e
Claudia Turra Magni -(PPGAnt/UFPel)

4. Das possibilidades do ato antropológico de colecionar e produzir imagens: a dignidade imagética e o colecionismo ético.
Yuri Schönardie Rapkiewicz (UFRGS) e José Luís Abalos Júnior (UFRGS)

GT06 – NARRATIVAS E RESISTÊNCIA NA AMAZÔNIA

Alda Cristina Silva da Costa (UFPA) – aldacristinacosta@gmail.com

Vânia Maria Torres Costa (UFPA)

Paulo Jorge Martins Nunes (UNAMA)

As narrativas expressam experiências que configuram histórias pessoais, institucionais e sociais. O objetivo deste GT é dialogar com debates que envolvam as narrativas e as resistências na Amazônia. Ou seja, as relações entre viver, existir, narrar e resistir. Acolhe-se propostas que problematizam ou analisam a Amazônia nos seguintes escopos: em sua dimensão decolonial ou nas narrativas dissidentes; nas narrativas literárias e artísticas que enfatizam o fazer amazônida; nas narrativas imagéticas e midiáticas; nas narrativas não-hegemônicas que (r)existem frente à criminalização, precarização e tentativa de apagamento de manifestações amazônidas diversas; nas narrativas dos povos originários ou toda e qualquer narrativa que resista ao pensamento único.

Encontro I – 18/11 – 8h30 às 10h30

1. “VIDAS QUE IMPORTAM: a dimensão sensível e política da autorrepresentação no vídeo Poderia Ter Sido Você”
Jetur Lima de Castro (UFPA) e Rosaly de Seixas Brito (UFPA)

2. “A AMAZÔNIA NARRADA EM TEMPOS DE PANDEMIA: a produção de coletivos jornalísticos na região”
Elaide Martins da Cunha (UFPA) e Eduardo Miranda Costa (UFPA)

3. “BEM x MAL: representações imagéticas da polícia nas narrativas da mídia impressa paraense”
Glauciane do Rosário Ferreira (UFPA) e
Thais Caroline de Almeida Peniche (UFPA)

4. “OS “GIROS” ECOTERRITORIAL E DECOLONIAL NAS LUTAS E RESISTÊCIAS EM TEMPOS DE COVID-19 NA AMAZÔNIA”
Rosane Albino Steinbrenner (UFPA),
Rosaly de Seixas Brito (UFPA),
Danila Gentil Rodriguez Cal Lage (UFPA) e
Lorena Cruz Esteves (UFPA)

5. “CONSTRUINDO NARRATIVAS: experiências cotidianas de jornalistas com a violência na Região Metropolitana de Belém”
Denise Cristina Salomão Corrêa (UFPA)

 

Encontro II – 19/11 – 8h30 às 10h30

1. “OCUPAR PARA RESISTIR: sociabilidades e resistências no movimento de Ocupação na Câmara dos vereadores de Abaetetuba – PA”
Giovane Silva da Silva (PPGCOM-UFPA)

2. “NARRATIVAS RIBEIRINHAS E AFETIVIDADE”
Marcos Samuel Costa da Conceição (UFPA/PA)

3. MEMÓRIAS EM MOVIMENTO NO VALE DO RIO CAPIM: resistência cabana entre o povo do Aproaga”
Agnaldo Aires Rabelo (Funbosque /Pará)

4. FOLIÕES MENSAGEIROS: O imaginário nas comitivas de esmolação do Glorioso São Benedito de Bragança.
Adison Cesar Sousa dos Santos (UFPA)

5. (RE)EXISTÊNCIA AMAZÔNICA: Uma perspectiva etnográfica a partir da observação da preservação da saúde com o uso de plantas medicinais x a necessidade de acesso direto ao SUS na Comunidade Ribeirinha do Baixo Moju.
Kamila Eduarda Santos da Cunha (UEPA

GT07 – SONS, IMAGENS E ETNOGRAFIAS

Chiara Albino (PPGAS/UFSC) – tarsila.chiara@gmail.com

Lisabete Coradini (NAVIS/UFRN)

Maria Eugenia Dominguez (UFSC)

Neste Grupo de Trabalho nos propomos a explorar a relação mutuamente constitutiva entre sons, imagens e etnografias. Particularmente situado na confluência entre a antropologia da arte, a antropologia da música e a antropologia audiovisual, este GT busca reunir pesquisas que explorem as conexões entre som, imagem e etnografia para conhecer possíveis pontos de encontro e de distanciamento entre as formas em que tais conexões podem ser trabalhadas.

Nesse GT, interessa-nos receber trabalhos que considerem a abordagem etnográfica de eventos musicais, de performances, de paisagens sonoras, da escuta e produção de sons, das relações entre sons, pessoas e tecnologias e das pontes que se estabelecem entre som/audição e produção de imagens. Deste modo, buscaremos colocar em diálogo diferentes abordagens teóricas e experiências de pesquisa etnográfica em torno da articulação analítica proposta.

Encontro I – 18/11 – 8h30 às 10h30

1. Imaginar lugares: o caminhar festivo como proposição etnográfica
Danielle de Jesus de Souza Fonseca (UFPA)

2. Complexo de Berlim: música etnográfica audiovisual e composição denúncia
Gustavo Guimarães Elias (PPGMus – UDESC/Sta. Catarina)

3. Entre modos Kaiowá de ver, ouvir e mostrar nas telas
Luiza de Paula Souza Serber (PPGAS/CPEI/Unicamp)

4. Ritmo e poesia: a cena e o canto falado das batalhas de rima em Sobral/CE
Maria Dedita Ferreira de Lima (UVA) e
Vicente de Paulo Sousa (UVA

 

Encontro II – 19/11 – 8h30 às 10h30

1. Bailes chinos y comparsas de lakita en el centro-norte de Chile. Colaboración, reflexividad y comunicación desde la Antropología audiovisual
Pablo Mardones (U. de Buenos Aires -UBA) e
Rafael Contreras (Universidad de Chile)

2. Sons e imagens em movimento: audiovisual e sensorialidade na pesquisa etnográfica
Maria Eugenia Dominguez (MUSA/PPGAS/UFSC)

3. O fazer, os saberes e os afetos na realização do documentário mestre Zorro e do CD Mestre Zorro e o samba canguleiro
Maria Angela Pavan (PRAGMA/PPGEM/UFRN) e
Lisabete Coradini (NAVIS/PPGAS/UFRN)

 

Encontro III – 20/11 – 8h30 às 10h30

1. Cenas musicais: sua validade enquanto conceito para a análise das dinâmicas culturais urbanas
Jackson Francisco da Conceição Müller (PPGAS/UFSC)

2. Experiência etnográfica e diferença: uma análise de cunho etnográfico entre jovens do Heavy Metal (campinense-PB)
Muryel Moura dos Santos (PPGCS/UFCG/PB) 

3. “O CAC faz você dançar”: etnografando sonoridades marginais em uma cultura emotiva estigmatizada
Raoni Borges Barbosa (UERN)

4. Brega de protesto: música, dança e política no movimento bregueiro em Recife
Chiara Albino (TRANSES/PPGAS/UFSC)

GT08 – INDÍGENAS DO NORDESTE: MEMÓRIAS, SILENCIAMENTOS E IDENTIDADES, DIÁLOGOS ENTRE A HISTÓRIA E A ANTROPOLOGIA

Vanuza Souza Silva – (Aynin Mayuma, (Banabuye/Cariri – UFAL) vanuzaz@hotmail.com

Aldjane Delilo de Oliveira (Wassu Cocal) – (UFS)

Cássio Júnio Ferreira da Silva (Xukuru-Kariri) – (UFAL)

 

Este grupo de trabalho tem como objetivo central discutir à luz da epistemologia da História e Antropologia, a construção das identidades dos indígenas do Nordeste, a qual vem sendo reivindicada desde o início do século XX pelos povos originários a exemplo dos povos xucuru-kariri em Palmeira dos índios e Kariri Xokó e Porto real do Colégio, ambos em Alagoas. Essa constituição das identidades étnicas no Nordeste é um processo de resistência, apesar de todo silenciamento imposto pela situação colonial e pelo Estado Nacional. No contexto do Nordeste indígena, citamos também os casos dos potiguaras em Baía da Traição na Paraíba e Tabajaras no conde do mesmo Estado. As práticas de pesquisas de historiadores e antropólogos, aliadas ao movimento de resistência dos povos originários, além das iniciativas de outros agentes e agências, conforme os conselhos indigenistas missionários (CIMI) e a própria FUNAI, aceleraram o processo de reconhecimento das identidades dos povos originários da região em questão.. Queremos discutir como os indígenas aldeados ou não, urbanizados ou pertencentes a povos já dizimados, agenciam seu estar no mundo e reconstroem o ser indígena na nossa atualidade, ao mesmo tempo discutir como os grupos rurais ou urbanizados se (re)significam saberes, crenças e práticas ancestrais a partir das mudanças político-sociais e da (re)invenção de suas tradições, levando em consideração os relacionamentos com outros grupos étnicos e as singularidades e diversidades organizacionais no interior das famílias indígenas, uma vez que há uma multiplicidade de práticas na cultura indígena que contraria todo conceito de homogeneização, porque esta também é uma forma de apagamento.

 

Encontro I – 18/11 – 8h30 às 10h30

1. Relatos de migração e reconhecimento étnico Kariry e Tapuya-Tarairiú da Paraíba.
Ana Maria da Silva Kariri (Conselho de Cultura Duque de Caxias RJ, Coletivo Indígena em Contexto Urbano, Retomada Indígena dos Kariris Velhos-PB)
Bárbara Hellen Nascimento Dos Santos – Karyry-Tarayryu (UFPB, Coletivo de Cinema ARENGA, RetomadaIndígena dos Kariris Velhos-PB
Humberto Bismark Silva Dantas Tapuya-Tarairiu (UFPB, Retomada Indígena Kariris Velhos-PB)
Daniele Alves da Fonseca (Retomada Indígena dos Kariris Velhos a Paraíba)

2. Kariris do Cariri Cearense em contexto híbrido no Sítio Mororó, Santana do Cariri – CE
Verioní Ribeiro Bastos Kahñe UFPB/IFCE

3. Kariris Velhos da Paraíba: As Retomadas no Nordeste e o Diálogo entre a História e a Antropologia
Yuri Harrison Souza de Lira (UFPB e Retomada Indígena dos Kariris Velhos-PB)
Taíza Nunes dos Santos Lima – Taí Tuwi’xawã Kariri ( UFCG e Retomada Indígena dos Kariris velhos-PB
Vanuza Souza Silva – (Aynin Mayuma, Cariry (UFAL e Retomada Indígena do Nordeste- PB)

4. Estado da mordaça: O racismo institucional do Estado colonizador e a migração forçada do sertão Paraibano para São Paulo.
Victória Sátiro de Sousa Martins (UFScar)

 5. Karão-Jaguaribaras: um passo de coetaneidade sob o cocá das narrativas dos troncos velhos
Verioní Ribeiro Bastos Kahñe (UFPB/IFCE)

 

Encontro II – 19/11 – 8h30 às 10h30

1. A viagem de volta: Uma experiência de realocamento de uma identidade indígena Wassu Cocal
Ellen Cristine Cruz de Lima (Universidade do Minho de BRAGA- Portugal)

2. ENTRE PAJÉS E PASTORES: UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES RELIGIOSAS DA ALDEIA WASSU COCAL
Marcela Marília Marques de Farias Nanes (UFAL) e Vanuza Souza Silva (Aynin Mayuma Cariry)

3. O áudio visual como ferramenta de desconstrução do estereótipos indígenas no Nordeste
Denis Belo da Silva (UFAL)
Jocelaine Medeiros (UFAL)
Vanuza Souza Silva-Aynin Mayuma Cariry (UFAL)

4. Resistência e União do Povo: discursos Tremembé sobre terra
Janaína Ferreira Fernandes (UnB/ IFG)

5. Gênero(s) e Sexualidade(s): as Dificuldades de (sobre)vivências e os Enfrentamentos no Contexto dos Indígenas do Nordeste
Lucas Sávio Freire da Silva Oliveira e
Vanuza Souza Silva (Aynin Mayuma – Cariry)

GT09 – RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES: PRODUÇÃO E ANÁLISE DE IMAGENS E IMAGINÁRIOS

Mariana Pamplona Ximenes Ponte (UFPA) – marianapximenes@gmail.com

Taíssa Tavernard de Luca (UEPA)

Dentro do Campo da pesquisa das Religiões e Religiosidades, em suas mais diversas origens e concepções, sejam elas cristãs, muçulmanas, judaicas, ocultistas, africanas, indígenas, ou quaisquer outras que se entendam fazendo parte deste âmbito. Nos interessam pesquisas nas mais diversas ênfases e recortes, como imaginário, política, (in)tolerância religiosa, festa, ritual e ou outros. Este Grupo de Trabalho busca reunir pesquisas que utilizem o audiovisual em suas múltiplas possibilidades de suporte, uso e análise para seu desenvolvimento e construção do conhecimento. Ou seja, pesquisas das mais diversas religiões e religiosidades que envolvam a produção ou análise de ensaios fotográficos, filmes etnográficos, etnografias sonoras, desenhos, coleções museológicas, coleções fotográficas, filmes, objetos entre outros.

Encontro I – 18/11 – 8h30 às 10h30

1. POÉTICA VISUAL DOS ARTISTAS AFROCENDENTES E DE TERREIRO.
Glauce Patricia da Silva Santos (UFPA)

2. Entre dois mundos: os santos de nó de pinho do Museu de Arte Sacra de São Paulo
Isabel Franke (UNICAMP)

3. “HOJE SE CELEBRA OS ANCESTRAIS, SE CELEBRA A VERDADEIRA VIDA”: IMAGEM, MOVIMENTO E PERCEPÇÃO DO AMBIENTE NO CULTO EGÚNGÚN NA TENDA ESPÍRITA DE UMBANDA CABOCLA YACIRA – ANANINDEUA-PA
Rafael Santos Ribeiro (Membro do Núcleo de Estudos Xamanísticos na Amazônia – NEOXAMAM)

4. Contribuições de um alabê baiano para o candomblé do Pará
Patrícia Perdigão (UEPA) e
Taissa Tavernard (UEPA)

5. O poder da magia no amor: Um estudo sobre as compreensões amorosas dos trabalhos de magia de amor nos terreiros em Belém do Pará
Fabio Oliveira de Sena (UEPA)

 

Encontro II – 19/11 – 8h30 às 10h30

1. “Nazica”! Proteção entre Portas e Janelas: uma escrevivência acerca do cartaz, o cartaz como símbolo de memória histórica-visual do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Willa da Silva dos Prazeres (Grupo de Pesquisa ARTEMI/UEPA)

2. “Uma imagem vale mais que mil palavras?”: o Islã e os (as) muçulmanos (as) em livros didáticos de História do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)
Heloisa Maria Paes de Souza (Comando da Aeronáutica/Colégio Tenente Rêgo Barros) e
Gabriel de Souza Maia (UFPA e UNESA)

3. As imagens da religião e as paisagens e territórios do sagrado: relato de uma experiência de curadoria digital.
José Luís Abalos Júnior (UFRGS) e
Hermes Veras (UFRGS)

4. FIGURAS MITOLÓGICAS PRESENTES NA PAISAGEM URBANA DE BELÉM E SUAS IMPLICAÇÕES RELIGIOSAS
Maria Roseli Sousa Santos (UEPA) e
Adma Danin (UEPA)

5. Unidos pela Fé: relato etnográfico e produção de imagens em um grupo de promesseiros da corda do Círio de Nazaré de Belém-Pa.
Mariana Pamplona Ximenes Ponte (Grupos de Pesquisa VISAGEM-UFPA e ARTEMI-UEPA)

GT10 – ENTRE IMAGEM, VIVÊNCIA E RESISTÊNCIA

Thiago Guimarães Azevedo (UFPA) – azevedothiago81@gmail.com

Rosinda da Silva Miranda (UFPA)

As imagens em tempos de resistência, seja cultural, temporal, afetiva ou política, representam um diálogo discursivo que transcendem as palavras. Como nos aponta Sontag (2004, p. 13): “o resultado mais extraordinário da atividade fotográfica é nos dar a sensação de que podemos reter o mundo inteiro em nossa cabeça”. Dessa forma, entre o falar e o ver, existe um amplo aspecto de restrição, pois com palavras, não se pode descrever a totalidade de uma imagem, todavia, uma imagem, pode descrever a amplitude de um sentimento. Assim, ao propor um diálogo nessa tríade: Imagem, Resistência e Vivência. Busca-se extrapolar o que essas palavras podem dar a significar, principalmente quando se aponta para a ideia de resistência, visto que resistir é preservar e como dito acima, há muitas formas de resistir. Então o que se busca nesse GT são pesquisas que visem refletir a dimensão dessa relação através de trabalhos teóricos, experiências e relatos que possam fazer com que possam criar teias de conexão interdisciplinares a partir dessa temática.

Encontro I – 19/11 – 8h30 às 10h30

1. TECENDO MASAKÁS E MEMÓRIAS DE RESISTÊNCIA NA/DA COMUNIDADE ARTESÃ DA T.I PATAXÓ DE COROA VERMELHA, SUL DA BAHIA
Alicia Araújo da Silva Costa (UFSB)

2. AS “NOVIDADES” LANÇADAS PELO POVO DA CIDADE: UM ESTUDO SOBRE OS RIBEIRINHOS QUE COLETAM NAS MARGENS DO RIO AMAZONAS
José Luis dos Santos Leal (UNIFAP)

3. Projeto Agroextrativista Juruti Velho: processos de ressignificação do território em contexto de mineração, os sonhos, os rituais e o puxirum 
Tânia N. de O. Miranda (UFPA) e
Lindomar de J. de S. Silva (EMBRAPA-Amazonas)

4. VIVÊNCIA MARAJÓ: Uma imersão no universo mediato do Marajó
Thiago Guimarães Azevedo (UFPA)

 

Encontro II – 20/11 – 8h30 às 10h30

1. DA VIOLÊNCIA INDIZÍVEL À POLÍTICA DOS AFETOS: TRAÇOS E RASTROS DA “VIOLÊNCIA DIVINA” NA COBERTURA VISUAL DAS JORNADAS DE JUNHO
Marcelo Alves Lima (UFRJ) 
Mariana Salles Kehl (Puc-RIO/Humboldt-Universität zu Berlin)

2. Festival Pau & Corda do Carimbó Online: resistência cultural e salvaguarda do patrimônio imaterial
Pierre de Aguiar Azevedo (UFPA)

3. Em torno da aparição e do dissenso: pistas para pensar o trabalho político do documentário em Auto de Resistência
Sergio do Espirito Santo Ferreira Junior (UFPE)

4. TRABALHOS DO CAMPO EM TEMPOS DE PANDEMIA: Casa de farinha e a produção de alimentos derivados da mandioca.
Rosinda da Silva Miranda(UFPA)

GT11 – CIBERCULTURA.E EDUCAÇÃO: IMAGÉTICAS, EXPERIÊNCIAS E ETNOGRAFIAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS HUMANAS

Breno Alencar (IFPA/Campus Belém) – breno.alencar@ifpa.edu.br

Kátia Santos (IFPA/Campus Paragominas)

O ambiente escolar tem se tornado ao longo da última década um espaço de observação e familiarização de docentes e estudantes com as novas linguagens e os significados do que Pierre Levy chamou de cibercultura. “Cancelamento”, “shippar”, “hater”, “emoji”, “gif”, “spoiler”, “viralizar”, “meme”, “lacrar”, “nuvem”, “selfie”, “hashtags” são expressões desse dialeto que afetam as maneiras de se comunicar, mas também as práticas pedagógicas e a sociabilidade existente em sala de aula. Pensando nisto, o presente Grupo de Trabalho pretende reunir estudantes, pesquisadores e docentes das áreas de ciências humanas que possam contribuir para a reflexão sobre às experiências de mediatização que se utilizam ou são afetadas pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC´s) no ambiente escolar. Os trabalhos aceitos poderão versar sobre as dificuldades enfrentadas na utilização ou adaptação às TIC’s, as metodologias e estratégias de produção de conteúdo, a produção de material didático, sua interface com a teoria social e suas interseccionaldiades, como gênero, raça, cidadania e diversidade.

18/11 – 8h30 às 10h30

1. Entre as instituições de ensino e as tecnologias digitais na construção da realidade social
João Pedro Lyra da Silva (UFPE/PE)

2. Educação, mídias e cibercultura no ensino médio profissional
Pablo Rodrigues Nunes de Souza (IFPA/PA) e
Breno Rodrigo de Oliveira Alencar (IFPA/PA)

3. Os memes da Barbie e o mito da democracia racial
Izabelly Reis Loureiro (IFPA/PA)

4. A (re) adequação didático-pedagógica no processo pandêmico: a difusão do ensino remoto e suas progressões tecnológicas na preparação dos alunos para o vestibular.
Vitória Luciana Barbosa Gomes (IFPA/PA)

5. Em meio a uma pandemia, e o ensino remoto, como se tornar um professor para o aprendizado em casa?
Josiana Rodrigues de Lima (IFPA/PA)

GT12 – MULHERES, LUTAS E RESISTÊNCIA NA AMAZÔNIA

Maria Amoras (UFPA) – mmaria.amoras@gmail.com

Maria Santana dos Santos Pinheiro Teixeira (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará- CEDENPA)

Solange Gayoso da Costa (UFPA)

Objetiva-se discutir trabalhos que abordem os estudos feministas e de gênero, tomando a análise da inseparabilidade estrutural do racismo, do capitalismo e do patriarcado. Pretende-se levantar reflexões acerca da atuação social e política das mulheres negras, indígenas e mestiças no enfrentamento às múltiplas opressões do projeto colonial na Amazônia. Espera-se que a interlocução acione o debate acerca de suas representatividades, isto é, que imagens essas mulheres produzem das/nas suas lutas contra as inúmeras violações. Pretende-se alcançar experiências individuais e coletivas, geracionais e intergeracionais das experiências dessas mulheres contra os dispositivos de controle que aprofundam as desigualdades: de nação, de classe, de gênero, étnico-raciais, sexuais, geracionais, religiosas, regionais e territoriais. Interessa, nesse sentido, discutir como essas mulheres de grupos etários diversos (crianças, jovens, adultas e velhas) e de múltiplas espacialidades (das aldeias, dos quilombos, das florestas, das ilhas, ribeirinhas, do campo, das periferias das cidades), participam da organização social e política da luta pela a permanência na cidade e no território tradicionalmente ocupado. Muitos questionamentos emergem desse protagonismo, para que sejam visibilizadas como agentes das lutas e resistência na Amazônia, sendo importante também interrogar: como nas suas relações cotidianas, acionam, atualizam e potencializam o repertório cultual do grupo por meio da religiosidade, da alimentação, da ludicidade, das práticas de cuidado, de saúde, de cultivo, de socialização e educação dos mais novos, da estética e da arte? Como imprimem mudanças nas relações com o Estado, desafiando o poder público na reivindicação de direitos. Como têm construído seus enfrentamentos ao racismo estrutural, combatendo o machismo, o sexismo e o classismo?

18/11 – 8h30 às 10h30

1. ENTRE A ALDEIA E A CIDADE: A REPRESENTATIVIDADE DE MULHERES INDÍGENAS KARIPUNA DO AMAPÁ
Ana Manoela Primo dos Santos Soares (UFPA / Brasil) e
Suzana Primo dos Santos (Museu Paraense Emílio Goeldi / Brasil)

2. TERRITÓRIO, TEMPO E IMAGEM: A ATUAÇÃO POLÍTICA DE MULHERES INDÍGENAS ENTRE OS GAVIÃO DA TIMM
Ana Paula de Souza Fernandes (Unifesspa, Brasil) e
Riane Souza Araújo (GPTIE/IFPA-CRMB)

GT13 - DIGITAL HUMANITIES: CULTURA, MEMÓRIA E NARRATIVAS DIGITAIS

Sandra Regina Chaves Nunes (FAAP/FATEC/DIVERSITAS-USP) – srcnunes1@gmail.com

Claudia Moraes de Souza (UNIFESP/ DIVERSITAS-USP)

A cultura digital, parte componente da cultura contemporânea, apresenta-se como uma relação social globalizada com características de cultura híbrida e fronteiriça forjada no redimensionamento das relações temporais e espaciais, na reconfiguração de relações humanas, na transição da cidade industrial para a metrópole comunicacional e na nova conformação das formas de produção de conhecimento, informações e sua divulgação.

Em consonância com essa cultura, as Digital Humanities – campo interdisciplinar das artes, ciências sociais e humanas – propõem a mobilização dos instrumentos e perspectivas do mundo digital na construção dos conhecimentos, informações e do savoir-faire das humanidades, constituindo-se como uma transdisciplina, portadora dos métodos, dos dispositivos e das perspectivas heurísticas ligadas ao digital no domínio das humanidades.

Este GT pretende reunir pesquisadores que estudam processos da cultura e da memória social e que produzam conhecimentos mobilizadores dos recursos tecnológicos digitais, da produção de narrativas digitais e/ou de fontes digitais tendo a web 2.0 como espaço central de estudo assim como efetivadores da análise de redes sociais, de produção de narrativas digitais em audiovisual, de storytelling, de história digital, de banco de histórias, de análise da fotografia digital, de construção de plataformas colaborativas, de cartografias digitais, de bigdates etc. Pretende, ainda, ser um espaço para a troca de experiências vivenciadas na ambientação e/ou na produção audiovisual e imagética digital como centro do processo de produção de conhecimentos.

Encontro I – 19/11 – 8h30 às 10h30

1. Cultura, Memória e Narrativas digitais
Sandra Regina Chaves Nunes (FAAP/FATEC/DIVERSITAS-USP)
Claudia Moraes de Souza (UNIFESP/ DIVERSITAS-USP)

2. “@mangapoetica”: a identidade Belenense representada em memes
Ana Manoela Primo dos Santos Soares (UFPA),
Evelyn Talisa Abreu de Oliveira (UFPA),
Glaucia Silva dos Santos (UFPA),
Laiane Helena Silva da Cruz (UFPA) e
Larissa Ribeiro Wanzeller (UFPA)

3. O LIMINOIDE E AS COMMUNITAS DAS DRAG QUEENS NO INSTAGRAM
Carlos Francisco Perez Reyna (UFJF) e
Samira Cristina Silva Pereira (UFJF)

4. Tecnologia aliada a educação: O uso de narrativas fílmicas para compreensão do mundo do trabalho no ensino Médio
Alan Silva de Aviz (UFSC) e
Antonio Walter Bazzo (UFSC)

 

Encontro II – 20/11 – 14h às 16h

1. Museus, memória e colaboração: narrativas colaborativas do Museu da Pessoa
Karen Worcman (MUSEU DA PESSOA)

2. Roteiros robóticos baseados em dados: criação mediada por algoritmos
Thiago Costa (FAAP)

3. A poética do Cinema Científico
Maria Luiza Dias Marques (FAAP)

4. O @poemainfinito
Edilamar Galvão (FAAP)

GT14- FORMAÇÃO EM ANTROPOLOGIA VISUAL NO BRASIL

Encontro I – 18/11 – 8h30 às 10h30

Linguagem audiovisual nos currículos universitários de antropologia: desafios à prática
antropológica
Coordenador: Nilson Almino
Debatedora: Rumi Kubo

1. ENSINAMENTOS DA ANTROPOLOGIA VISUAL: EXPERIÊNCIA DOCENTE NA GRADUAÇÃO
José Muniz Falcão Neto (AVAEDOC/UFPB)

2. LAVIDOC: EXPERIÊNCIAS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO EM ANTROPOLOGIA
VISUAL NA ZONA DA MATA MINEIRA.
Carlos P. Reyna (PPGCSO/Cinema/UFJF (MG))

3. DESAFIOS DA LINGUAGEM AUDIOVISUAL NO CURRÍCULO E NA PRÁTICA
ANTROPOLÓGICA: RELATOS E REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO NO CAMPO DA
ANTROPOLOGIA VISUAL
Philipi Emmanuel Lustosa Bandeira (UFPE)

4. NOTAS SOBRE O APRENDIZADO DA ANTROPOLOGIA FÍLMICA: A CÂMERA COMO
INSTRUMENTO DE PESQUISA ANTROPOLÓGICA
João Martinho Braga de Mendonça (UFPB/PB)

 

Encontro II – 19/11 – 8h30 às 10h30

Narradores, afetos e performance no audiovisual: formação de acervos e de pesquisadores
no campo da antropologia
Coordenador: João Mendonça
Debatedor: Philipi Bandeira

1. DESCONSTRUÇÕES CONSTRUTIVAS, NARRADORES URBANOS E CONFINAMENTO EM
REDE: O NAVISUAL NA FORMAÇÃO DE PESQUISADORAS E PESQUISADORES EM
ANTROPOLOGIA VISUAL
Fabrício Barreto (UFRGS)
Rumi Regina Kubo (UFRGS)

2. INFRAESTRUTURAS DO AFETO: UM EXPERIMENTO DIDÁTICO
Alex Vailati (Universidade Federal de Pernambuco)
Polly Lima Cavalcanti (Universidade Federal de Pernambuco)

3. CONCEITOS DA PERFORMANCE NA ANTROPOLOGIA E NO CINEMA
Cintia Pretti Di Giorgi (AVAEDOC- Antropologia Visual, Artes, Etnografias e
Documentários/UFPB)

4. AFETOS, ACERVOS DOCUMENTAIS E ANTROPOLOGIA VISUAL EM SOBRAL/CE
Nilson Almino de Freitas (Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA/Sobral-CE)