Mesas Redondas Aprovadas

MESA REDONDA 01 - Práticas culturais expressas no (O) visual, (o) sonoro e (o) audiovisual no Ecomuseu da Amazônia.

No início de 2020, antes que o COVID19 nos confinasse, reunimos algumas vezes para conversar sobre o Ecomuseu da Amazônia. Das conversas surgiram muitas ideias e o desenho de alguns projetos a integrar-se no território do ECOMUSEU, destes destacamos as metodologias participativas de pesquisa, pesquisa em ação, o primado da comunidade na pesquisa e nos seus resultados, e a produção visual, sonora e audiovisual. Fizeram-se algumas imagens e, sobretudo, bastante reflexão e delinearam-se algumas linhas e estratégias de pesquisa. É nossa intenção nesta Mesa Redonda apresentar o ECOMUSEU, as imagens, a reflexão e as linhas e estratégias de pesquisa não como uma conclusão ou ponto de chegada, mas como uma abertura ao questionamento e inclusão de novas ideias, e práticas sustentadas
que possam vir a ser desenvolvidas e trabalhadas em campo e com as comunidades.

Autores da Proposta
José da Silva Ribeiro – AO NORTE – Grupos de Estudos de Cinema e Narrativas Digitais
Teresinha Resende – ECOMUSEU da Amazônia.
Maria da Graça da Silva – Universidade do Estado do Pará (UEPA/PPGED).

Colaboradores e participantes
Lourdes Furtado (Mediadora) – Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG)
Álvaro Campelo (Mediador) Universidade Fernando Pessoa. Portugal
Lúcia Santana (Participante) – Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG)
Ana Lídia Nauar (Participante) – Universidade do Estado do Pará (UEPA/PPGEEI)
Vereadora do Município –

MESA REDONDA 02 - As imagens, as cidades e suas convergências: Fotografia, Cinema e Etnografias

Partindo de conteúdos imagéticos, a presente mesa abordará as possibilidades teóricas, técnicas e metodológicas que constituem um instigante campo para a Antropologia Visual e da Imagem, em especial aquele que trata dos temas que buscam a relação entre cidades-imagens. Grosso modo, a mesa possui um aspecto integrativo e complementar, pautado no encontro de dois caminhos: 1) quando o viés imagético chega na pesquisa urbana, e 2) quando as urbes passam a ser experienciadas em outras dimensões imagéticas (cinema, fotografia, desenhos, online etc..). Enfim, buscamos um debate que demonstre o movimento, a dinâmica e como a convergência pode ser um princípio organizador na construção de narrativas mais amplas sobre Antropologia Urbana e Visual.

Alex Nakaóka – UNICAMP
Jesus Marmanillo Pereira – LAEPCI/UFMA
Wendell Marcel Alves da Costa (USP)
Daniele Borges Bezerra (UFPel)

 

MESA REDONDA 03 - Coletivos de Produção Audiovisual: engajamento e resistência!

Nas últimas décadas, com a democratização dos equipamentos de audiovisual e as múltiplas possibilidades advindas de avanços tecnológicos, políticas públicas e debates sobre o campo da imagem, vimos surgir ColetivAs e Coletivos de produção audiovisual, que buscam trazer imagens dos seus próprios grupos, quando é o caso e a resignificação das formas como são representades. A importância destes coletiva se dá também, mas não apenas, na luta direta contra preconceitos, trazendo camadas de engajamento e resistência em suas obras e buscando posicionamento contra o racismo contra negros e indígenas, a LGBTfobia, machismo e sexismo, contra preconceitos religiosos e territoriais. Da mesma forma, possibilitam que a as populações indígenas, realizadores das periferias, quilombolas, entre outros grupos, se coloquem como autores, produtores/protagonistas de suas próprias imagens. O “outro” deslocado, produzindo sua própria imagem.

Pablo Monteiro – Coletivo Bicho D´água
Joyce Cursino – Festival Telas em Movimento
Ana Paula Alves Ribeiro – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Guilherme Fagundes Moura – UnB
Sergio Bairon – ECA/ Diversitas/USP
Alessandro Campos – VISAGEM/UFPA

MESA REDONDA 04 - O uso de imagens na pesquisa colaborativa: relatos de campo

Considerando-se relatos de pesquisa de campo, em base participativa e colaborativa, em comunidades tradicionais da Amazônia Oriental, discutir-se-á os aspectos éticos da pesquisa e captura de imagens, bem como a construção interativa das imagens entre pesquisadores e comunidades focadas.

José Guilherme Fernandes – COLINS/UFPA
Adna Oliveira – COLINS/UFPA
Matheus Barata – COLINS/UFPA

MESA REDONDA 05 - Imagens, emoções e moralidades em perspectivas antropológicas

Nesta mesa, trata-se de localizar e situar etnográfica e antropologicamente as noções de imagens, emoções e moralidades nos trabalhos das expositoras. Primeiro, apresentaremos a dimensão analítica desses noções para, em seguida, apresentarmos as nossas leituras de tais
noções no interior dos nossos trabalhos. Para tanto, retomaremos os dados empíricos de nossas pesquisas, concentrando-nos, particularmente, na dimensão estética e política desses dados, isso a fim, por conseguinte, de localizarmos a relação entre imagens, emoções e moralidades no interior dessa dimensão, o que por sua vez nos permitirá oferecer uma maneira particular de problematizar as práticas estéticas e as práticas políticas, ou, mais
precisamente, a partilha do sensível que configura tal relação.

Coordenação
Chiara Albino (PPGAS/UFSC)
Jainara Oliveira (TRANSES/UFSC)

Debatedora
Chiara Albino (PPGAS/UFSC)

Palestrantes
Angela Ferreira (PPGAS/UFSC)
Ítalo Mongconãnn (PPGAS/UFSC)
Jainara Oliveira (TRANSES/UFSC)
Raoni Borges (DCS/UERN)

MESA REDONDA 06 - Cinema Indígena em debate: Conversa entre Realizadores

O cinema indígena é uma categoria muito diversa e global que existe em todo o continente americano, Austrália, Nova Zelândia, norte da Europa, etc. Essa produção surgiu na década de 1970 e se consolidou nas décadas seguintes. O cinema indígena tem suas origens nos desenvolvimentos tecnológicos, nas experiências dialógicas da antropologia visual e, sobretudo, na expansão do movimento indígena em vários países e organismos internacionais, como as Nações Unidas e a UNESCO. Portanto, o cinema é uma importante arena de clamor, nomeadamente nas áreas relacionadas com a terra, o ambiente e a descolonização, mas é, antes de tudo, um meio de promover voz e corpo aos povos indígenas, ou seja, de “responder”
ou "atirando de volta" para o colonizador.

A Mesa é um espaço aberto para diálogos e troca de experiências entre realizadores indígenas sobre as principais questões relacionadas ao cinema indígena e a relação com fazer audiovisual trazendo para uma audiência interessada as conquistas, as perspectivas, e os desafios da produção indígena na atualidade do contexto nacional.

Graci Guarani – Cineasta
Piscilla Tapajowara – Cinesta
Takumã Kuikuro – Cineasta
Alberto Guarani – Cineasta
Benhire Kayapó – Cineasta
Vincent Carelli – Cineasta

MESA REDONDA 07 - As narrativas dissidentes da Amazônia: entre resistências e vozes múltiplas

A presente proposta objetiva olhar a Amazônia a partir das narrativas dissidentes contra a imagem recorrente da Amazônia esvaziada de sociedade humana. Nosso foco é debater, dentro de uma perspectiva das interações comunicativas, as diversas representações e construções textuais e imagéticas sobre o território amazônico. Narrativas que vão da violência às manifestações comunicativas alternativas, às resistências e lutas, e o modo de fazer e viver as experiências quotidianas.

Alda Cristina da Costa – UFPA
Célia Regina Amorim – UFPA
Ernesto Renan Pinto (UFAM/Amazonas);
Ivânia Maria Vieira ((FIC-UFAM).
Ivana Guimarães de Oliveira (PPGCLC/UNAMA)

MESA REDONDA 08 - *CANCELADA* - A produção de filmes colaborativos: interseções entre a antropologia e o design thinking

O cinema colaborativo faz referência às novas tecnologias, pois pressupõe a colaboração entre cineastas, o público e as empresas nas novas possibilidades abertas pelo ciberespaço. Esse fenômeno inclui a proliferação de sites de relacionamento que impulsionam a lógica da
cooperação como espaço de igualdade entre os agentes do processo criativo, com o desafio de integrar múltiplos conhecimentos e recursos nas diversas etapa das do ciclo de criação fílmica. Este fenômeno é particularmente instigante para a Antropologia, cuja principal preocupação contemporânea tem sido a problematização das representações culturais, geralmente entendidas como construções assimétricas de subjetividades em interação. Por outro lado, o design thinking tem ganhado popularidade como ferramenta de criação coletiva de soluções comerciais inclusive no campo do cinema, e têm como uma de suas etapas a etnografia. Diante disso, esta mesa redonda pretende discutir a nova tendência do cinema colaborativo a partir
destas duas chaves interpretativas, que possuem um corpo teórico construído com base em uma extensa experiência prática com as diversidades.

Breno de Oliveira Alencar – IFPA
Bárbara Duarte Casseb – IFPA

MESA REDONDA 09 - Mesa Povos Originários do Nordeste

Esta mesa tem o objetivo de discutir as trajetórias, movimentos, lutas e resistências dos povos originários do Nordeste (antigo Norte), os quais sofreram diferentes formas de colonização, tentativas diversas de apagamento e extinção. Desde a Colonização – passando pelo Império, até chegar à República – a história oficial buscou construir a identidade nacional a partir de um índio idealizado ou primitivo, que, na prática, significou a tentativa
de extinguir os povos originários do Nordeste da escrita da história e da sociedade brasileira. A resistência indígena acompanha a história de formação do Brasil. Desde e durante a colonização os indígenas lutam, resistem e reivindicam a existência de suas culturas e de seu território. Assim se deu a retomada de diversas comunidades indígenas no Nordeste, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, como ocorreu em Alagoas com os Xucuru-Kariri, em Palmeira dos Índios (a partir dos anos 1940); Kariri Xokó, em Porto Real do colégio (a partir dos anos 60); Wassu-Cocal, em Joaquim Gomes (anos 80). O ressurgimento ou emergência desses povos é uma prova da sua resistência histórica. No mesmo sentido, os povos do tronco Kariri que vivem na Paraíba, Ceará e Bahia, retomam o debate para lutar contra a ideia de povos extintos. A retomada destes significa continuar as lutas dos indígenas do Nordeste, sobretudo, resistir a um processo neocolonial que insiste em falar da extinção de um povo que até hoje (re)significa suas lutas para preservar sua cultura, memórias e histórias.

Vanuza Souza Silva- Aynin Mayuma Cariry (UFAL)
Amaro Hélio Leite Silva ( Neabi-IFAL)
Cássio Junio Ferreira – Xukuru Kariri (UFAL)
Aldjana Oliveira

MESA REDONDA 10 - imagens visuais e imaginário religioso

A proposta desta mesa redonda é viabilizar discussões sobre a relação entre imagens visuais e o imaginário religioso abordado pelas diversas disciplinas das ciências humanas. As imagens visuais são dos elementos mais antigos das religiões e em torno delas, há séculos, a humanidade constrói seus imaginários religiosos, assim como estabelece as noções de visível e de invisível. Em todas essas relações o que temos são experiências do olhar e,
correspondente a elas, manifestações da espiritualidade humana. Deste modo, esta mesa pretende apresentar discussões pertinentes ao tema nos diversos domínios das humanidades (teologia, filosofia, sociologia, antropologia, etc.); ou seja, estudos que, abarquem discussões sobre diferentes experiências religiosas em torno das imagens visuais e de seus múltiplos suportes (pintura, fotografia, ilustração, cinema, escultura, etc.).

Marcos Murelle Cruz – UFPA
Helio Figueiredo Netto – FCG

Kátia Mendonça – PPGCR/UEPA

MESA REDONDA 11 - Os Festivais e Mostras de Cinema e Filmes Etnográficos como espaço de luta? De resistência? De partilha?

A Mesa quer instigar a discussão com organisadoras e organizadores de festivais e mostras de cinema e filmes etnográficos acerca da potência e do engajamento à frente destes eventos e a possível intenção em contribuir para mudanças, através do auduiovisual, no cenário secular de exclusão e preconceito cada vez mais evidente no Brasil e no mundo. Qual o papel destas vias de exibição e encontro de tantas produções que tentam(?) mostrar o “outro” como ele gostaia de ser visto, bem como fazer um filme “com” e não “sobre” uma determinado povo ou comunidade. Nestes espaços únicos as pessoas se reconhecem na tela (?) e dão conta de todas as narrativas e diversidades (?). Acabam por se tornar importantes e necessários trazendo para o embate temas sensíveis como raça, gênero, território, cultura e educação (?). Estas são afirmações ou perguntas?

Patricia Monte-Mor – Mostra Internacional do Filme Etnográfico
Delen de Castro – Festival de Cinema Negro Zélia Amador de Deus
Joyce Cursino – Festival Telas em Movimento
Renato Athias – Festival Internacional do Filme Etnográfico do Recife
José da Silva Ribeiro – MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço
João Mendonça e Glauco Machado – Mostra Arandu de Filmes Etnográficos
Alessandro Campos – Festival do Filme Etnográfico do Pará

MESA REDONDA 12 - Antropologia da Alimentação na Amazônia: Imagens e Imaginários

Discutir sobre a Amazônia a partir da Antropologia da Alimentação, que atravessa diversas questões sociais como relações identitárias, étnico-raciais e religiosas. Com os pesquisadores Romero Ximenes e Fabiela Bigosi debatendo suas pesquisas sobre o caráter rizomático do açaí no Pará e a “cultura da longevidade” em Maués (AM) com o consumo do Guaraná. A ideia é que a troca de experiências em pesquisas do campo, considerações e elaborações eles possam compartilhar sobre as pesquisas finalizadas e comunicar sobre atualizações e suas continuidades.

Mariana Ximenes Ponte – VISAGEM/UFPA
Fabiela Bigossi – Universidade de Tours / Fondation pour les Sciences Sociales
Romero Ximenes – UFPA