Grupos de Trabalhos Aprovados

FORMATAÇÃO DO RESUMO ARTIGOS E PÔSTERES

Os resumos devem ser enviados diretamente aos coordeandor@s dos GTs escolhidos, o prazo vai até dia 13/09/2020.

  • Nome completo d@s autor@s, sendo um por linha, com alinhamento pela margem direita, seguido de filiação institucional (SIGLA da Instituição/Estado ou País), com seus respectivos e-mails.
  1. a) Texto com até 300 palavras;
  2. b) Margens: superior 2,5 cm, inferior 2,5 cm, esquerda 3 cm, direita 3 cm;
  3. c) Fonte: Times New Roman, corpo 12;
  4. d) Espaçamento entre linhas: 1,5;
  5. e) Alinhamento: justificado;
  6. f) Três a cinco palavras-chave.
GT01 – ANTROPIZAÇÃO E CRISE EM NARRATIVAS IMAGÉTICAS

Daniel dos Santos Fernandes (UEPA/COLINS) – dasafe@msn.com

Laura Neila Costa da Silva (UFPA/COLINS)

Este GT pretende reunir pesquisadores que estudam as múltiplas relações entre antropização e crise, a partir do entendimento que crise é uma mudança brusca ou uma alteração importante no processo de construção de qualquer evento ou acontecimento social. Levando em consideração os fluxos e contrafluxos de narrativas imagéticas, ações do homem e momentos de crises em vários matizes, vislumbra-se não apenas discutir os enunciados antropológicos de um fazer etnográfico, mas também o desafio enfrentado por pesquisadores em escrever textos científicos utilizando narrativas imagéticas e escritas. Trata-se de debater as narrativas imagéticas como objeto das Humanidades, focando: 1) as articulações entre narrativas, imagem, escrita e memória; 2) as representações e interpretações que as narrativas imagéticas nos propõem sobre os mais diversos temas, como a relação natureza/antropização, humano/não-humano etc; 3) as condições sociais de produção, circulação e recepção dessas narrativas em seus mais diferentes formatos e gêneros, considerando as diversas categorias que estruturam campos científicos com perspectiva antropológica. Enfim, debateremos as potencialidades do olhar antropológico dirigido ao cotidiano em momento de crise, do diálogo entre as narrativas imagéticas e as narrativas escritas de cunho antropológicas e das etnografias nos diversos espaços socioculturais.

GT02 – A ETNOFOTOGRAFIA EM EXPERIÊNCIAS E REPRESENTAÇÕES ALIMENTARES NA AMAZÔNIA

Miguel de Nazaré Brito Picanço (UNISINOS) – micanbri2013@gmail.com

Carlos Dias Júnior (UFPA)

As práticas alimentares têm sofrido mudanças significativas graças aos processos de internacionalização e padronização da vida. Essas mudanças têm impactando significativamente nos processos de sociabilidade das pessoas. Nesse aspecto podemos apontar: a ampliação da produção mundial de alimentos e consequentemente do repertório alimentar disponível no mercado mundial, o aumento do consumo de alimentos industrializados, tanto no âmbito da casa, quanto fora dela e o deslocamento do ato de preparar a comida, do campo doméstico para a cadeia produtiva. Essas mudanças configuram um novo cenário frente às questões alimentares, desencadeando novos hábitos, novas preferências e novos repertórios alimentares, o que tem culminado com o apagamento e ou a substituição gradativa de algumas práticas relacionadas à comida, que historicamente marcavam e definiam grupos e pessoas. Nesse contexto, O GT propõe trabalhar com representações imagéticas da alimentação (etnofotografia) pelo viés da identidade dos sujeitos que povoam a Amazônia em geral e particularmente a Amazônia brasileira, cujas escolhas alimentares funcionam como linguagem de suas identidades e marcador de suas diferenças étnicas e sociais, refletidas ora nos seus modos de saber fazer as coisas da vida, ora em suas maneiras de comer. Assim, pretendemos discutir a observação etnográfica por meio da fotografia sobre as experiências de sociabilidades mediadas pela comida amazônica no âmbito dos recursos políticos de resistência e afirmação, frente a outros repertórios alimentares, tratando-se, assim, de experiências e comidas que perduram, mesmo em tempos e contextos que tendem a padronizar a vida, inclusive os costumes alimentares. Aqui pretende-se agregar trabalhos que discutam essas representações fotográficas e os diversos alcances da comida amazônica como objeto de estudo da Antropologia, da Sociologia, da Arqueologia, da História etc. Assim, os trabalhos devem versar sobre as complexas relações em torno das representações de campo alimentar nos contextos da Amazônia, sejam de caráter biológico, ecológico, econômico, social, político, religioso ou patrimonial.

GT03 – ANTROPOLOGIA, COMUNICAÇÃO E ETNOGRAFIA SENSORIAL

Marina de Castro (UFPA) – mrndecastro@gmail.com

Fabio F Castro (UFPA)

A concepção de uma etnografia sensorial surge no contexto do debate sobre reflexividade no campo, especificamente sobre a natureza reflexiva da etnografia incidente no pesquisador. Desta maneira a etnografia sensorial implicaria um aporte da contribuição dada pelas teorias da percepção sensorial (PINK, 2010, Howes, Laplantine, Le Breton) para a construção do trabalho no/do/sobre o campo. Dialogando com a percepção e a reflexividade dos sentidos, a etnografia sensorial tem sido um campo aberto para o diálogo entre a Antropologia, a Comunicação e a produção das imagens. Espera-se que este GT reúna trabalhos que dialoguem com essas disciplinas e/ou reflitam sobre a sensorialidade no campo do audiovisual antropológico.

GT04 – ETNOGRAFIAS URBANAS E VISUAIS: POSSIBILIDADES, DIÁLOGOS E CONTINUIDADES

Jesus Marmanillo Pereira (LAEPCI-UFMA) – jesusmarmanillo@hotmail.com

Cornelia Eckert (NAVISUAL-UFRGS)

Luciano Magnus de Araújo (NAIMI-UNIFAP)

O presente GT visa refletir sobre a relação cidade – imagem, explorando-a e problematizando-a no âmbito das experiências na vida cotidiana, em especial as etnografias no contexto citadino que elaboram narrativas imagéticas que tratam da vida a partir das memórias, das mídias, das imaginações e performances. Um cotidiano urbano marcado de estratégias e reinvenções que importam ser consideradas a partir de interpretações teórico-metodológicas. A própria crise do mundo contemporâneo, em especial esses tempos de pandemia devido o Covid 19, merece toda nossa atenção de pesquisa social. Além das pesquisas em andamento antes da crise, e que eventualmente tiverem que ser interrompidas, objetivamos conhecer trabalhos caracterizados pela dificuldade de acesso ao campo de pesquisa tradicional nas áreas da antropologia e sociologia urbana em seus esforços de (des)continuar. Seguindo as linhas anteriores, serão considerados pontos norteadores como: o acesso à cidade, as (auto) representações de determinados grupos, a relação indivíduo-sociedade, a visibilização, a invisibilização social, a exclusão/inclusão e acesso `as tecnologias de interação, comunicação e mediação da experiência urbana e as relações de poder.

O GT visa fomentar um debate sobre as experiências que se valham das contribuições da antropologia visual e que reflitam sobre os cotidianos urbanos. Convidamos a todas e todos que realizam pesquisa com imagens nas cidades ou pesquisam as cidades a partir das imagens, antes ou durante a Pandemia, que busquem nosso GT para apresentar estas experiências de pesquisa.

GT05 – A ÉTICA NA PRODUÇÃO E NA CIRCULAÇÃO DE IMAGENS EM PESQUISAS ETNOGRÁFICAS

Alexsânder Nakaóka Elias (Unicamp) – alexdefabri@yahoo.com.br

Daniele Borges Bezerra (UFPel)

O presente GT busca refletir sobre os possíveis usos e potencialidades heurísticas, epistemológicas e teórico-metodológicas que envolvem a produção e o agenciamento de imagens nas investigações etnográficas, a partir de um eixo central, concernente ao amplo espectro de questões éticas relacionadas à produção audiovisual nas pesquisas de campo. Tais indagações perpassam todas as etapas do processo de pesquisa, sejam as fases de negociação para a inserção em campo; a investigação propriamente, isto é, as maneiras como tais conteúdos são produzidos; as formas de divulgação dos resultados; assim como os modos de restituição e devolutiva, que buscam responder pergunta: “Como devolver uma imagem”? (Didi-Huberman, 2017; Elias, 2018). Nesse sentido, nos parece imprescindível considerar a necessidade da realização de uma antropologia compartilhada e colaborativa, seguindo os moldes rouchianos, na qual os interlocutores (as) não são pensados (as) como meros objetos de pesquisa, mas como elementos-chave em um processo relacional no qual se estabelecem trocas intersubjetivas com os (as) pesquisadores (as). As imagens serão aqui tomadas como “modos de conhecimento e pensamento” (Samain, 2012), mas que não deixam de se constituir como “capturas”, pontos de vista que nos remetem à própria dimensão ética envolvida nesses processos, o que nem sempre é pensado com a profundidade necessária. Pois, se considerarmos a “ressonância” das imagens (Bezerra, 2019), ou seja, o fato de que elas preservam um vínculo com o seu referente, que continua reverberando no tempo a partir de sua circulação, faz-se necessário perscrutar as múltiplas vidas da imagem e as suas consequentes e múltiplas apropriações.

É fundamental, portanto, refletirmos sobre uma “sensibilidade ética” (Diniz, 2008) relacionada à produção, apropriação e agenciamento de imagens nas investigações em Ciências Humanas. Ética que esteja, portanto, engajada (articulada) às sensibilidades especificas de cada contexto, como parte constituinte do processo dialógico estabelecido em campo.

Ademais, seria impossível ignorar o atual contexto de exceção por nós vivido, no qual, devido à pandemia da Covid-19, nos vemos forçados a alterar nossas formas de interação, impelidos pela necessidade de distanciamento social. No limite, a crise sanitária deflagrada globalmente, extremada em sua dimensão política particularmente no Brasil, nos faz indagar sobre outras formas de dar seguimento aos trabalhos de campo, que envolvam os mais variados usos e apropriações das imagens.

Dessa forma, aceitaremos trabalhos fruto de investigações já finalizadas, além de contribuições oriundas de pesquisas em seus variados estágios de desenvolvimento, perpassadas ou não pelas intempéries e desafios da pandemia, a partir de reflexões que abordem questões éticas relacionadas à produção, circulação e restituição de material imagético.

GT06 – NARRATIVAS E RESISTÊNCIA NA AMAZÔNIA

Alda Cristina Silva da Costa (UFPA) – aldacristinacosta@gmail.com

Vânia Maria Torres Costa (UFPA)

Paulo Jorge Martins Nunes (UNAMA)

As narrativas expressam experiências que configuram histórias pessoais, institucionais e sociais. O objetivo deste GT é dialogar com debates que envolvam as narrativas e as resistências na Amazônia. Ou seja, as relações entre viver, existir, narrar e resistir. Acolhe-se propostas que problematizam ou analisam a Amazônia nos seguintes escopos: em sua dimensão decolonial ou nas narrativas dissidentes; nas narrativas literárias e artísticas que enfatizam o fazer amazônida; nas narrativas imagéticas e midiáticas; nas narrativas não-hegemônicas que (r)existem frente à criminalização, precarização e tentativa de apagamento de manifestações amazônidas diversas; nas narrativas dos povos originários ou toda e qualquer narrativa que resista ao pensamento único.

GT07 – SONS, IMAGENS E ETNOGRAFIAS

Chiara Albino (PPGAS/UFSC) – tarsila.chiara@gmail.com

Lisabete Coradini (NAVIS/UFRN)

Maria Eugenia Dominguez (UFSC)

Neste Grupo de Trabalho nos propomos a explorar a relação mutuamente constitutiva entre sons, imagens e etnografias. Particularmente situado na confluência entre a antropologia da arte, a antropologia da música e a antropologia audiovisual, este GT busca reunir pesquisas que explorem as conexões entre som, imagem e etnografia para conhecer possíveis pontos de encontro e de distanciamento entre as formas em que tais conexões podem ser trabalhadas.

Nesse GT, interessa-nos receber trabalhos que considerem a abordagem etnográfica de eventos musicais, de performances, de paisagens sonoras, da escuta e produção de sons, das relações entre sons, pessoas e tecnologias e das pontes que se estabelecem entre som/audição e produção de imagens. Deste modo, buscaremos colocar em diálogo diferentes abordagens teóricas e experiências de pesquisa etnográfica em torno da articulação analítica proposta.

GT08 – INDÍGENAS DO NORDESTE: MEMÓRIAS, SILENCIAMENTOS E IDENTIDADES, DIÁLOGOS ENTRE A HISTÓRIA E A ANTROPOLOGIA

Vanuza Souza Silva (Cariri – Tairirus-arius) – (UFAL) vanuzaz@hotmail.com

Aldjane Delilo de Oliveira (Wassu Cocal) – (UFS)

Cássio Júnio Ferreira da Silva (Xukuru-Kariri) – (UFAL)

Este grupo de trabalho tem como objetivo central discutir a luz da epistemológica da História e Antropologia, a construção das identidades dos indígenas do Nordeste, a qual vem sendo reivindicada desde o início do século XX pelos povos originários a exemplo de Alagoas onde os xucuru-kariri em Palmeira dos índios e Kariri Xokó e Porto real do Colégio. Essa constituição das identidades étnicas no Nordeste é um processo de resistência, apesar de todo silenciamento imposto pela situação colonial e pelo Estado Nacional. No contexto do Nordeste indígena, citamos também os casos dos potiguaras em Baía da Traição na Paraíba e Tabajaras no conde do mesmo Estado. As práticas de pesquisas de historiadores e antropólogos, aliadas ao movimento de resistência dos povos originários, além das iniciativas de outros agentes e agencias a exemplo dos conselhos indigenistas missionários (CIMI) e da própria FUNAI aceleraram o processo de reconhecimento das identidades dos povos originários do Nordeste. Queremos discutir como os indígenas aldeados ou não, urbanizados ou pertencentes a povos já dizimados, agenciam seu estar no mundo e reconstroem o ser indígena na nossa atualidade, ao mesmo tempo discutir como os grupos rurais ou urbanizados se (re)significam saberes, crenças e práticas ancestrais a partir das mudanças político-sociais e da (re)invenção de suas tradições, levando em consideração os relacionamentos com outros grupos étnicos e as singularidades e diversidades organizacionais no interior das famílias indígenas, uma vez que há uma multiplicidade de práticas na cultura indígena que contraria todo conceito de homogeneização, porque esta também é uma forma de apagamento.

GT09 – RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES: PRODUÇÃO E ANÁLISE DE IMAGENS E IMAGINÁRIOS

Mariana Pamplona Ximenes Ponte (UFPA) – marianapximenes@gmail.com

Taíssa Tavernard de Luca (UEPA)

Dentro do Campo da pesquisa das Religiões e Religiosidades, em suas mais diversas origens e concepções, sejam elas cristãs, muçulmanas, judaicas, ocultistas, africanas, indígenas, ou quaisquer outras que se entendam fazendo parte deste âmbito. Nos interessam pesquisas nas mais diversas ênfases e recortes, como imaginário, política, (in)tolerância religiosa, festa, ritual e ou outros. Este Grupo de Trabalho busca reunir pesquisas que utilizem o audiovisual em suas múltiplas possibilidades de suporte, uso e análise para seu desenvolvimento e construção do conhecimento. Ou seja, pesquisas das mais diversas religiões e religiosidades que envolvam a produção ou análise de ensaios fotográficos, filmes etnográficos, etnografias sonoras, desenhos, coleções museológicas, coleções fotográficas, filmes, objetos entre outros.

GT10 – ENTRE IMAGEM, VIVÊNCIA E RESISTÊNCIA

Thiago Guimarães Azevedo (UFPA) – azevedothiago81@gmail.com

Rosinda da Silva Miranda (UFPA)

As imagens em tempos de resistência, seja cultural, temporal, afetiva ou política, representam um diálogo discursivo que transcendem as palavras. Como nos aponta Sontag (2004, p. 13): “o resultado mais extraordinário da atividade fotográfica é nos dar a sensação de que podemos reter o mundo inteiro em nossa cabeça”. Dessa forma, entre o falar e o ver, existe um amplo aspecto de restrição, pois com palavras, não se pode descrever a totalidade de uma imagem, todavia, uma imagem, pode descrever a amplitude de um sentimento. Assim, ao propor um diálogo nessa tríade: Imagem, Resistência e Vivência. Busca-se extrapolar o que essas palavras podem dar a significar, principalmente quando se aponta para a ideia de resistência, visto que resistir é preservar e como dito acima, há muitas formas de resistir. Então o que se busca nesse GT são pesquisas que visem refletir a dimensão dessa relação através de trabalhos teóricos, experiências e relatos que possam fazer com que possam criar teias de conexão interdisciplinares a partir dessa temática.

GT11 – CIBERCULTURA.E EDUCAÇÃO: IMAGÉTICAS, EXPERIÊNCIAS E ETNOGRAFIAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS HUMANAS

Breno Alencar (IFPA/Campus Belém) – breno.alencar@ifpa.edu.br

Kátia Santos (IFPA/Campus Paragominas)

O ambiente escolar tem se tornado ao longo da última década um espaço de observação e familiarização de docentes e estudantes com as novas linguagens e os significados do que Pierre Levy chamou de cibercultura. “Cancelamento”, “shippar”, “hater”, “emoji”, “gif”, “spoiler”, “viralizar”, “meme”, “lacrar”, “nuvem”, “selfie”, “hashtags” são expressões desse dialeto que afetam as maneiras de se comunicar, mas também as práticas pedagógicas e a sociabilidade existente em sala de aula. Pensando nisto, o presente Grupo de Trabalho pretende reunir estudantes, pesquisadores e docentes das áreas de ciências humanas que possam contribuir para a reflexão sobre às experiências de mediatização que se utilizam ou são afetadas pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC´s) no ambiente escolar. Os trabalhos aceitos poderão versar sobre as dificuldades enfrentadas na utilização ou adaptação às TIC’s, as metodologias e estratégias de produção de conteúdo, a produção de material didático, sua interface com a teoria social e suas interseccionaldiades, como gênero, raça, cidadania e diversidade.

GT12 – MULHERES, LUTAS E RESISTÊNCIA NA AMAZÔNIA

Maria Amoras (UFPA) – mmaria.amoras@gmail.com

Maria Santana dos Santos Pinheiro Teixeira (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará- CEDENPA)

Solange Gayoso da Costa (UFPA)

Objetiva-se discutir trabalhos que abordem os estudos feministas e de gênero, tomando a análise da inseparabilidade estrutural do racismo, do capitalismo e do patriarcado. Pretende-se levantar reflexões acerca da atuação social e política das mulheres negras, indígenas e mestiças no enfrentamento às múltiplas opressões do projeto colonial na Amazônia. Espera-se que a interlocução acione o debate acerca de suas representatividades, isto é, que imagens essas mulheres produzem das/nas suas lutas contra as inúmeras violações. Pretende-se alcançar experiências individuais e coletivas, geracionais e intergeracionais das experiências dessas mulheres contra os dispositivos de controle que aprofundam as desigualdades: de nação, de classe, de gênero, étnico-raciais, sexuais, geracionais, religiosas, regionais e territoriais. Interessa, nesse sentido, discutir como essas mulheres de grupos etários diversos (crianças, jovens, adultas e velhas) e de múltiplas espacialidades (das aldeias, dos quilombos, das florestas, das ilhas, ribeirinhas, do campo, das periferias das cidades), participam da organização social e política da luta pela a permanência na cidade e no território tradicionalmente ocupado. Muitos questionamentos emergem desse protagonismo, para que sejam visibilizadas como agentes das lutas e resistência na Amazônia, sendo importante também interrogar: como nas suas relações cotidianas, acionam, atualizam e potencializam o repertório cultual do grupo por meio da religiosidade, da alimentação, da ludicidade, das práticas de cuidado, de saúde, de cultivo, de socialização e educação dos mais novos, da estética e da arte? Como imprimem mudanças nas relações com o Estado, desafiando o poder público na reivindicação de direitos. Como têm construído seus enfrentamentos ao racismo estrutural, combatendo o machismo, o sexismo e o classismo?

GT13 - DIGITAL HUMANITIES: CULTURA, MEMÓRIA E NARRATIVAS DIGITAIS

Sandra Regina Chaves Nunes (FAAP/FATEC/DIVERSITAS-USP) – srcnunes1@gmail.com

Claudia Moraes de Souza (UNIFESP/ DIVERSITAS-USP)

A cultura digital, parte componente da cultura contemporânea, apresenta-se como uma relação social globalizada com características de cultura híbrida e fronteiriça forjada no redimensionamento das relações temporais e espaciais, na reconfiguração de relações humanas, na transição da cidade industrial para a metrópole comunicacional e na nova conformação das formas de produção de conhecimento, informações e sua divulgação.

Em consonância com essa cultura, as Digital Humanities – campo interdisciplinar das artes, ciências sociais e humanas – propõem a mobilização dos instrumentos e perspectivas do mundo digital na construção dos conhecimentos, informações e do savoir-faire das humanidades, constituindo-se como uma transdisciplina, portadora dos métodos, dos dispositivos e das perspectivas heurísticas ligadas ao digital no domínio das humanidades.

Este GT pretende reunir pesquisadores que estudam processos da cultura e da memória social e que produzam conhecimentos mobilizadores dos recursos tecnológicos digitais, da produção de narrativas digitais e/ou de fontes digitais tendo a web 2.0 como espaço central de estudo assim como efetivadores da análise de redes sociais, de produção de narrativas digitais em audiovisual, de storytelling, de história digital, de banco de histórias, de análise da fotografia digital, de construção de plataformas colaborativas, de cartografias digitais, de bigdates etc. Pretende, ainda, ser um espaço para a troca de experiências vivenciadas na ambientação e/ou na produção audiovisual e imagética digital como centro do processo de produção de conhecimentos.

GT14- FORMAÇÃO EM ANTROPOLOGIA VISUAL NO BRASIL

Nilson Almino de Freitas (UVA/Sobral-CE) – nilsonalmino@hotmail.com

João Martinho Braga de Mendonça (UFPB)

Philipi Bandeira (UFPE)

O GT visa discutir a formação no campo da antropologia visual, tratando de questões relacionadas a linguagem, métodos e práticas aplicadas ao campo, experiências realizadas, projetos em andamento e propostas em planejamento. A demanda por um diálogo mais continuado dedicado à formação específica neste campo vem ganhando corpo nas últimas décadas no Brasil, sobretudo através do trabalho de pesquisadores, curadores, cineastas e fotógrafos vinculados aos núcleos e laboratórios das universidades públicas. A proposta do GT surge em função de uma série de entrevistas que estão sendo realizadas em função da parceria entre Laboratório das Memórias e das Práticas Cotidianas – LABOME/UVA e editora Sertão Cult. As referidas entrevistas visam publicar um livro sobre o tema e ficarão disponíveis na página do Youtube do LABOME. Os depoimentos mostram a demanda emergente para este campo, em reflexões que convergem para a necessidade de cursos de graduação e pós-graduação exclusivos para a área, o que implica um amplo diálogo interdisciplinar, ao mesmo tempo que apontam para experiências exitosas e desafios comuns de alguns laboratórios e núcleos de pesquisa neste campo no Brasil